sábado, 31 de outubro de 2015

Após um período pelas trilhas, descobrimos que nossa paixão é a rodovia.

Mais uma aventura sobre duas rodas desse casal. 

Em 2.006 compramos uma Yamaha XTZ 125cc. A princípio era para trilha, muito adrenalina em morros, banhados e estradas do interior do Mato Grosso.





Contudo, a experiência com a Neo foi tão boa que resolvemos pegar a rodovia.  Planejamos um passeio de Colíder-MT a Paranavaí-PR passando por Campo Grande-MS (aproximadamente 4.100 km ida e volta), uma rota já conhecida, pelo menos até Campo Grande, agora com uma maquina de estilo diferente, mas tão boa quanto.




Mala pronta partimos, um pequeno desvio da rota, seria um pecado passar por Cuiabá sem ir até Chapada dos Guimarães, apenas 60 km da capital. Lugar maravilhoso, vale a pena conhecer.

Véu das Noivas - Chapada dos Guimarães-MT


Depois passamos em Santo Antônio do Leverger-MT para comer um peixinho frito na hora com farofa de banana, afinal ninguém é de ferro.

De volta a BR 163, a Serra de São Vicente é uma emoção a parte, gerou poucas fotos pois estamos falando de 2.006, câmeras digitais não eram tão populares na época. Assim mesmo fizemos alguns registros com a velha câmera de filme rsrsrsrs.

A rodovia é incrível, de moto é ainda melhor, conhecemos muitas pessoas onde quer que passamos, porém é de suma importância ter responsabilidade.

Uma dica de um velho lobo da estrada, nunca exceda o limite de velocidade, vale lembrar uma frase bastante conhecida "a velocidade que emociona é a mesma que mata" , antes de pegar a estrada conhecer a moto e suas limitações e de fundamental importância, aliás, o piloto também deve conhecer seus limites. Meu lema é outra frase bastante conhecida "de vagar se vai ao longe", bebida é legal mas só depois de chegar ao destino e não vai mais pegar na direção. 

Viver é o que mais gostamos, se você também é adepto nos encontramos por ai, até a próxima.




Nossa primeira viagem sob duas rodas (dezembro de 2.005)


Em 2.005 compramos uma motoneta Yamaha Neo 115, nessa época morávamos em Colíder-MT, em um encontro com amigos surgiu a ideia de voltar a Campo Grande de moto. A princípio pareceu uma ideia maluca, pois ninguém em sã consciência andaria com uma moto desse tamanho uma distancia tão grande, pois são aproximadamente 2.800 km (ida e volta). 


Aprontamos a mochila e partimos rumo a capital do Mato Grosso do Sul, uma aventura e tanto. 

É uma motoneta interessante mas com algumas limitações, o tanque de combustível tem capacidade para 4,800 litros, isso implica em conhecer bem a autonomia do veículo para não ficar na estrada por falta de combustível. Outra limitação é sua potência, são 115 cilindradas.
Pausa para um descanso

Para uma rodovia é muita adrenalina ou loucura mesmo, sabia que não podia portar combustível na mochila então paramos a cada 100 km para abastecer. Tudo tranquilo apesar de alguns postos simplesmente não terem gasolina, outro problema foi o horário, alguns postos encerravam o expediente as 19 horas.  

Por falta de combustível fomos obrigados a passar a noite em Rondonópolis-MT, passamos por dois postos que não tinha gasolina, o terceiro estava fechado e não podíamos mais continuar, por sorte havia um hotel ao lado do posto. Saímos de Colíder as 03 horas da manhã e já passava das 20 horas, como o posto só reabriria as 06 horas fomos descansar, mesmo porque não tínhamos outra opção rsrsrsrs.

Pela manhã abastecemos e partimos, chegamos em Campo Grande-MS as 16:30.

A viagem foi maravilhosa, tivemos algumas surpresas. Em Cuiabá um caminhoneiro nos alertou que nossa moto, por ter uma potência abaixo de 125 cc, não poderia trafegar em rodovia, aliás, foi quando descobrimos que tínhamos uma motoneta e não uma moto.

Em uma das paradas, um agente da PRF se encantou com a moto e afirmou que iria comprar uma para sua esposa.



A experiência foi maravilhosa, tanto que desde então não paramos mais. O tempo passou, ganhamos experiência e alguns quilinhos a mais, e claro, a moto também cresceu, hoje estamos com a Janis (Drag Star).     

Hoje já com mais de 20.000 km de rodovia, não temos pretensão de parar, mesmo porque ainda queremos conhecer vários lugares, dentre eles Mathopitho no Peru e fazer um tur pela costa brasileira, projeto para 2.016.